Reino Unido deve ter mais investimentos estatal para ampliar oferta de carregadores para carros elétricos nas ruas

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O Reino Unido foi a primeira região do mundo a anunciar que a partir de 2030 não serão mais comercializados veículos a combustão fóssil, como estratégia de transformar sua economia em carbono neutro até 2050. Isso se alinha às decisões de montadoras em avançar na transição de suas linhas de produção para carros elétricos. Mas o caminho não é fácil e pode exigir uma solução que evola o governo, não apenas a iniciativa privada. 

A indústria argumenta que muitos consumidores são impedidos de comprar veículos elétricos por conta da baixa oferta de carregadores elétricos pelas cidades, por outro lado, as empresas de carregadores não estão dispostas a investir até que haja uma frota significativa destes veículos para justificar o investimento. Diante desse dilema, a indústria e a sociedade reivindicam investimentos públicos para resolver o problema dos “desertos de recarga” e ampliar a oferta fora da cidade de Londres. 

Um estudo do regulador do Reino Unido publicado na sexta-feira (23.07), sugere que os britânicos enfrentam uma “loteria de código postal” para acesso a carregadores públicos. Em Londres existem 4.700 equipamentos de carga elétrica para carros nas ruas, enquanto fora da capital existem apenas 1.000 carregadores de rua por todo o Reino Unido. 

Para corrigir o problema, a rede pública de carga, que inclui unidades em postos de combustíveis, em garagens privadas e outras instalações, de todo o Reino Unido precisaria aumentar esses números em pelo menos dez vezes até 2030: sair dos atuais 25 mil para entre 280 mil  e 480 mil pontos de carregamento público. Um quarto dos lares no Reino Unido – 8 milhões – não conseguirá instalar carregadores em casa.

Os carros elétricos são uma parte crucial do plano do Reino Unido para atingir as emissões líquidas de carbono zero até 2050 como parte de seu esforço para aliviar a crise climática, e o governo anunciou que as vendas de novos carros a gasolina e diesel seriam proibidas até 2030.

O órgão regulador do país destacou a necessidade de serem acelerados os investimentos em redes de carregamento rápido, fornecer mais financiamento e apoio às autoridades locais para investir em redes de carregadores e tornar mais fácil e barato para as empresas conectar novos carregadores à rede elétrica. O governo também deve considerar direcionar financiamento extra para fora da rodovia em locais mais remotos. 

A primeira resposta foi o anúncio do Departamento de Transporte que destinará 1,3 bilhão de Libras, ou R$ 9,3 bilhões, em financiamento para novas infraestruturas de carregamento. 

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