Pesquisa aponta empresas retomando contratações

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Levantamento realizado pela PwC Brasil sobre a reação das empresas à crises mostra, em sua segunda edição, que houve aumento das contratações e das ações para proteção do fluxo de caixa, além da readequação da força de trabalho e a redistribuição dos profissionais para outras cidades brasileiras e até para o exterior. A pesquisa realizada entre outubro de 2020 e março de 2021, revela que 60% das empresas pretendem contratar nos próximos meses.

Entitulado “Como sua empresa está reagindo à crise?”, o lenvantamento da PwC Brasil indica que no período da pesquisa, as contratações aumentaram em 30%, com destaque para os setores do Agronegócio e Tecnologia, e 60% delas pretendem fazer contratações nos próximos meses. As empresas também diminuíram em 10% a redução de benefícios, de jornada ou da suspensão temporária do contrato de trabalho, além da concessão de férias individuais ou coletivas.

O estudo revela ainda que com a mudança na rotina dos escritórios, o home office ganhando espaço e 79% das empresas pretendem manter ou implementar o trabalho remoto, e 68% adotarão o modelo híbrido de trabalho, combinando expediente remoto e presencial.

Segundo a pesquisa, 28% das empresas adotaram o conceito de trabalho de qualquer lugar, ou seja, permitiram que seus profissionais trabalhassem fora da cidade ou do país de origem da contratação ampliando as fronteiras do home office. Os bons resultados fizeram com que 38% das empresas ouvidas estudem aplicar essa possibilidade de forma de trabalho.

“Nossa pesquisa mostra que a pandemia trouxe avanços e mudanças estruturais permanentes na gestão dos trabalhadores, como na adoção do trabalho à distância e mais políticas de retenção de talentos”, afirma Flávia Fernandes, sócia da PwC Brasil, que avalia que o trabalho remoto estará de forma definitiva no dia a dia das empresas.

Ainda neste campo, quase 25% das empresas adotaram medidas específicas para empregados em mobilidade global, com 23% adotando o virtual assignment (mobilidade internacional virtual) e 19% repatriando seus empregados.

Em relação aos mecanismos de proteção para conter os efeitos da crise, o levantamento identificou que a Covid-19 fez as empresas se adaptarem para continuarem funcionando de forma plena e segura. Em relação ao fluxo de caixa, 54% das empresas usaram créditos tributários ou previdenciários, além de empréstimos bancários, e reduziram a sua infraestrutura, um aumento de 17% em relação à primeira pesquisa.

A pesquisa também mostra que os ajustes se tornaram permanentes como o aperfeiçoamento dos controles de acesso, higienização dos ambientes de trabalho, a criação de comissões para gerenciamento da crise, além de investimentos em tecnologia e processos. 77% dos entrevistados afirmam ter revisto políticas, procedimentos e layouts dos ambientes de trabalho para cumprir as novas normas legais decorrentes da pandemia.

A oferta de infraestrutura de trabalho aos profissionais que ficaram em casa, com reembolso de despesas com internet e telefone, quase dobrou em relação à pesquisa anterior, passando de 10% para 23%. Nesse contexto, 30% das empresas afirmam que vão estudar seguir com essa política nos próximos meses.

As empresas também mostraram estar atentas às práticas ESG, muitas aumentaram a preocupação com o bem-estar da força de trabalho: 59% disponibilizaram programas, como a prática de meditação e exercícios guiados por vídeo.

“Percebemos que as organizações estão cada vez mais adaptadas à nova realidade e a eventuais crises futuras. Nossa expectativa é que esse novo cenário também traga inovações na legislação brasileira voltada para a relação de emprego, visando a correspondente adequação à nova forma de gestão de pessoas.”, finaliza a sócia da PwC Brasil.

A 1ª edição da pesquisa “Como sua empresa está reagindo à crise?” foi realizada em junho de 2020. Nesta segunda edição, a PwC ouviu mais de 20 indústrias entre outubro de 2020 e março deste ano.

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