Pesquisa Febraban mostra que população se mantém pessimista sobre a economia do país

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Na terceira edição da pesquisa Radar Febraban, percepção sobre desemprego, poder de compra, inflação, custo de vida e taxa de juros mantém tendência pessimista verificada nas edições anteriores. De acordo com a entidade, mesmo com a projeção de crescimento do PIB em 2021 entre 5% a 5,5% e a perspectiva de aumento da atividade econômica com o avanço da vacinação contra a Covid-19, além da ampliação da flexibilização de boa parte das restrições relacionadas à pandemia, a maioria da população segue apreensiva, com receio de aumento das taxas de desemprego, inflação e piora do poder de compra nos próximos seis meses.
O levantamento mostrou que a maioria dos brasileiros aposta na recuperação da economia e das finanças pessoais a partir do próximo ano. Para 55% dos entrevistados, a situação financeira pessoal não deve se recuperar ainda em 2021, mostrando pessimismo em relação a esse ano. Somente 18% dos ouvidos acreditam que sua situação financeira irá melhorar em 2021. Os mais pessimistas, que não veem qualquer perspectiva de recuperação das finanças pessoais, somam 7%.
A expectativa de recuperação somente a partir de 2022 se amplia quando pensam na economia do país. Assim como na pesquisa de junho, mais de dois terços dos entrevistados (68%) estimam que a economia brasileira só deve dar sinais de melhora a partir do ano que vem.
Na medida em que se aproxima o final do ano, cresce o descrédito quanto à recuperação econômica em 2021: somente 9% creem nisso, uma queda de 4 pontos em relação a junho, e retorno ao patamar de março. Embora pequena, segue em trajetória crescente a parcela dos que não enxergam quaisquer perspectivas de recuperação da economia: 9% em março, 12% em junho e 15% agora. Esse número chega a 21% entre os jovens de 18 a 24 anos.
Sobre os bancos, a avaliação da população é majoritariamente positiva. A confiança nos bancos em setembro alcança a melhor marca entre as rodadas do levantamento (60%). A confiança nas fintechs deu um salto significativo entre março e setembro: de 49% para 59%. Quanto às empresas privadas em geral, a confiança é de 54% (eram 51% em junho).
“A credibilidade no setor bancário alcançou os patamares mais elevados de opinião positiva desde o início da série histórica do estudo: confiança nos bancos; satisfação com o atendimento bancário; avaliação positiva da contribuição dos bancos para o desenvolvimento da economia, a ajuda ao país, à sociedade e aos clientes no enfrentamento da pandemia, a geração de empregos, e a melhora da qualidade de vida das pessoas”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.
Entre as principais preocupações dos brasileiros estão o aumento do desemprego, a queda do poder de compra, a elevação da inflação, do custo de vida e da taxa de juros compõem o leque das principais inquietações dos brasileiros e embasam o sentimento desfavorável sobre a recuperação da vida financeira familiar e da economia em curto prazo.
Ainda assim, é possível observar perspectivas mais favoráveis em relação a março e relativa estabilidade em relação a junho. Numa projeção para os próximos seis meses:
76% apostam no aumento da taxa de juros, mesmo patamar de março e maior que junho (72%).
74% acreditam que a inflação e o custo de vida irão aumentar nos próximos seis meses. Em junho, eram 73% e em março esse montante chegava a 80%.
54% preveem o aumento do desemprego. Em junho eram 52% e em março somavam 70%.
51% creem que o poder de compra das pessoas vai diminuir. Em junho, o percentual era 48% e em março 64% tinham essa opinião.
Quanto ao acesso de pessoas e empresas ao crédito, assim como nas edições anteriores as opiniões se dividem: 32% acreditam em aumento, 31% apostam em queda e para 29% o acesso ao crédito ficará igual.
Um aspecto interessante deste estudo é o crescente desejo de compra de um imóvel: 34% dos entrevistados expressam essa intenção como uma alternativa de investimento preferencial caso a situação financeira melhore e haja sobra no orçamento nos próximos meses. Em março e junho passados, esses índices eram, respectivamente, 23% e 27%.
Por outro lado, dois terços das pessoas ouvidas acham mais interessante, na hipótese de sobras financeiras, fazer investimentos bancários: 31% aplicariam na poupança e outros 31% fariam outro tipo de investimento. E ainda:
A aquisição de bens de consumo, como carros e eletrodomésticos ficou em 12% e a contratação de seguros foi apontada por 4%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 02 e 07 de setembro, com três mil entrevistados em todas as cinco regiões do País, a terceira edição do RADAR FEBRABAN avaliou a evolução da expectativa dos brasileiros sobre os seguintes temas e apresenta ainda um recorte regional: Situação da economia e consumo, Bancos e Meios de informação

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