FMI indica quatro passos para diversificar exportações

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A balança comercial brasileira nunca esteve tão bem, em termos de saldo, porém poucas vezes foi tão pouco saudável como agora: ela é cada vez mais concentrada em poucos produtos básicos, notadamente soja, minério de ferro e petróleo. Essa situação cria uma armadilha que pode criar problemas para o país — e suas empresas — no futuro.

Para evitar essa situação, Gonzalo Salinas, economista para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI) escreveu no blog da instituição os quatro passos para a diversificação das exportações e dos negócios. E parte sua análise da situação chilena, nação que é a maior produtora e vendedora de cobre no mundo, responsável por um terço de todo o metal do planeta, mas que está reduzindo sua dependência da exploração mineral.

“Além do domínio da mineração, os fluxos comerciais do Chile são mais variados e complexos do que podem parecer, com exportações significativas de veículos, produtos farmacêuticos e equipamentos de telecomunicações. E de acordo com um recente documento do FMI, a economia andina está entre as que brilham como modelo para políticas de diversificação”, afirmou o economista.

Assim, Salinas listou quatro fatores que empresas e países precisam perseguir para diversificar as exportações: governança, educação, infraestrutura e política comercial. “Ao olhar para além das commodities, pesquisas mostram que as políticas para toda a economia, como governança e educação, ajudam a fomentar exportações diversas mais do que políticas industriais estritamente direcionadas, uma descoberta que pode orientar melhor as nações que desejam expandir seu comércio internacional”, afirmou, em seu texto.

O texto de Salinas traz luz a uma nova visão exportadora. Neste sentido, é mais importante avaliar que valores e conquistas menos relacionados à exportação propriamente dita, como políticas de incentivo, são mais duradouras por melhorarem o ambiente de negócios e a competitividade.

Assim, ele sugere uma nova maneira de avaliar a diversidade e a complexidade das exportações nacionais e sugere como as políticas econômicas podem promover essa variedade. “Os economistas chamam essas políticas horizontais porque se aplicam amplamente em um país, em vez de visar a setores únicos. A abordagem também avalia a proximidade geográfica de uma economia com os parceiros comerciais e como isso afeta as exportações, excluindo commodities como metais ou petróleo”, afirmou.

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