No Brasil, pesquisa IBM mostra que é o fim da era de um único provedor para nuvem

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Em um mundo de rápida transformação digital, impulsionada pela pandemia, a ida à nuvem foi primordial para as empresas. Porém, na volta à normalidade, gestores estão buscando mais segurança e diversificação para o tratamento de seus dados. De acordo com uma pesquisa da IBM, chegou ao fim a era de um único provedor para nuvem.

Os resultados do novo estudo global da IBM (NYSE: IBM) sobre transformação da nuvem, houve uma mudança drástica nas necessidades de negócios, com apenas 5% dos entrevistados relatando usar uma única nuvem privada ou pública em 2021, em comparação a 45% em 2019, estabelecendo a nuvem híbrida como a arquitetura de TI dominante.

Para a pesquisa de abrangência global, conduzida pelo IBM Institute for Business Value (IBV) em colaboração com a Oxford Economics, foram entrevistados quase 7.200 executivos C-suite de 28 indústrias e 47 países, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e México. Entre os principais aspectos verificados estão:

Ameaças cibernéticas. A complexidade de infraestrutura está criando portas de entrada que estão sendo exploradas pelos cibercriminosos. Apesar disso, chama atenção o fato de que mais de um terço dos entrevistados não indicou que melhorar a segurança cibernética e reduzir os riscos de segurança está entre seus maiores investimentos em TI e negócios. Por outro lado, 84% disseram que segurança de dados embutida em toda a arquitetura de nuvem é importante ou extremamente importante, na maioria dos casos, para as iniciativas digitais de sucesso.

Vendor lock-in. Aproximadamente 85% dos entrevistados disseram que, para o sucesso de suas iniciativas digitais, é importante ou extremamente importante ter cargas de trabalho sendo completamente portáteis com nenhum vendor lock-in, que ocorre quando uma empresa fica presa a apenas um fornecedor.

Cerca de 73% dos entrevistados disseram que vendor lock-in é um obstáculo significativo para melhorar o rendimento do negócio, na maioria ou em todas as partes de seu estado na nuvem.

Os dados mostram a adoção de nuvem pública está evoluindo em direção a nuvens de indústrias, com aproximadamente 70% dos entrevistados nos setores de governo e serviços financeiros citaram a conformidade regulatória relacionada à indústria como um obstáculo ao desempenho dos negócios de seu estado na nuvem.

No começo da sua jornada para a nuvem, algumas empresas se envolveram com várias nuvens diferentes que criaram complexidade e partes desconectadas, potencialmente expondo-as para grandes ameaças de segurança”, disse Howard Boville, Head de IBM Cloud Platform. “As descobertas de hoje reiteram que ferramentas de segurança, governança e compliance devem operar através de múltiplas nuvens e ser incorporadas em arquiteturas de nuvem híbrida desde o início para a transformação digital ser bem-sucedida.”

O estudo revelou que empresas precisam avaliar como usam a nuvem em termos de adoção, velocidade, migração e oportunidade de economia de custos. Outras recomendações incluem foco em segurança e privacidade, avaliação de quais cargas de trabalho devem migrar para a nuvem, usar os dados de maneira mais proativa, definir uma abordagem tática, entre outros pontos. 

Além disso, o estudo de 2021 verificou que entrevistados em indústrias regulamentadas, governo (85%) e serviços financeiros (80%) citaram ferramentas de governança e compliance que são capazes de rodar em várias nuvens como importantes para o sucesso da iniciativa digital. Apenas 1% dos entrevistados dos setores de eletrônicos, seguros, manufatura, telecomunicações, transporte e viagens relataram usar uma única nuvem pública ou privada em 2021.

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