Goldman Sachs prevê escassez de produtos básicos em 2022

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Como faz todo ano em meados de novembro, os analistas do Goldman Sachs, casa americana de investimentos, publicou suas previsões econômicas para o próximo ano. Focado nos investimentos financeiros, o documento aponta algumas perspectivas que podem moldar a economia global.

Uma das principais análises, e que afeta fortemente a economia brasileira, é que o mundo deverá ter mais um período de escassez de produtos básicos. A falta de commodities foi uma das razões para a alta da inflação global, sentida mais fortemente em países como o Brasil, que ainda vivem turbulências políticas e econômicas internas.

“A eventual resposta da oferta no setor de energia limita a tendência contínua de alta nos preços à vista, mas os mercados excedentes não devem retornar, apontando para um viés de alta.”, informa o relatório.

O banco acredita que o crescimento da economia global tende a ser um pouco mais lento que em 2021, quando, principalmente no primeiro semestre, a retomada foi incentivada pelo início da vacinação global das pessoas contra a Covid-19 vê o relaxamento de medidas restritivas, principalmente nas nações mais avançadas.

Os analistas do Goldman Sachs ainda estimam que a pandemia, e eventuais novas ondas de cepas potencialmente mais agressivas, podem ter forte impacto econômico, como o visto atualmente em países europeus: a Alemanha vive seu pior pico de casos da doença, centrada em pessoas que evitaram a vacina.

O ritmo de fechamentos e reaberturas continuará a impulsionar os eixos de diferenciação no próximo ano. A primeira fase de reabertura de 2021 coincidiu com um boom no comércio de manufatura até agora este ano, o que causou uma tensão significativa no transporte de contêineres. “Mas se os EUA e a Europa conseguirem passar este inverno sem um grande ressurgimento da Covid-19 e novas restrições, os setores de serviços que ficarem mais para trás, especialmente viagens e turismo, poderão subir na bolsa de valores”, informa o relatório, indicando impacto global do desempenho dos próximos meses de americanos e europeus.

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