Produtividade cresceu na pandemia

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Um pesquisa realizada do Grupo Adecco – empresa líder mundial em soluções de RH e na qual a Consultoria LHH faz parte – com 15 mil trabalhadores em todo o mundo aponta que 82% dos funcionários acreditam que a produtividade é igual ou superior com a pandemia ao registrado antes. O levantamento indica que o trabalho remoto ou híbrido não atrapalhou a eficiência dos funcionários.

“Uma das consequências da pandemia foi a aceleração das tendências existentes a ponto de não poderem ser ignoradas. Exemplo disso é que o futuro do trabalho será flexível. No entanto, o sucesso dependerá da adaptação a elas tanto dos indivíduos quanto dos líderes”, afirma José Augusto Figueiredo, Country Head do Grupo Adecco.

A pesquisa, que ouviu cerca de 300 funcionários do Brasil, indica que, globalmente, 53% dos entrevistados querem um modelo híbrido de trabalho, ou seja, um equilíbrio entre alguns dias de trabalho presencial e outros de remoto. “este modelo, porém, sinalizando que, pelo menos, metade do tempo gasto trabalhando seja remoto. No nível latam, 78% dos trabalhadores já têm uma configuração em casa que permite que as atividades sejam realizadas à distância”, afirma a companhia.

Embora muitos tenham se beneficiado do trabalho híbrido, nem todos tiveram uma experiência positiva. Questões sobre a duração da semana de trabalho devem ser abordadas, pois o futuro fica flexível, com a menção de jornadas longas aumentando 14% no último ano e mais da metade dos entrevistados (57%) afirmando que seriam capazes de fazer o mesmo trabalho em menos de 40 horas. Sem falar que mais trabalhadores e líderes (73%) estão pedindo para serem avaliados por resultados não por horas de trabalho, uma tendência que já era forte em 2020.

A Adecco também detalhou problemas dos funcionários com a pandemia. De acordo com a pesquisa, a má qualidade de saúde mental dentro desse novo cenário é um problema emergente e que pode levar a perda de uma nova geração de líderes. Para ter ideia, mais da metade dos jovens líderes (54%) sofrem de burnout – distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema – e 3 em cada 10 trabalhadores afirmaram que sua saúde física e mental diminuiu nos últimos 12 meses. Para Figueiredo, as organizações devem reavaliar como podem melhor apoiar e oferecer recursos de bem-estar aos seus funcionários dentro desse novo modelo, uma vez que 67% dos trabalhadores disseram que os líderes não atendem às suas expectativas em relação à verificação de sua saúde mental.

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