65% das empresas brasileiras incluem práticas ESG nas estratégias de negócios

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Um levantamento da KPMG indica que 65% dos integrantes dos conselhos das empresas brasileiras afirmam que suas empresas passam por uma integração das estratégias de negócio com as questões sociais, ambientais e éticas, resumidas em ESG (da sigla em inglês para meio ambiente, social e governança). Outros 18% indicam que o tema é importante é planejam ações em breve. Essas foram as principais conclusões do estudo realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) com mais de duzentos executivos.

“O levantamento demonstrou a consolidação da mentalidade entre os empresários que uma estrutura adequada de governança contribui para a definição de estratégias cada vez mais eficientes e em consonância com diferenciais competitivos, como a utilização massiva de novas tecnologias”, resume o sócio-líder de Governança Corporativa da KPMG, Sebastian Soares

Do total de gestares Que já estão implementando ações ESG em suas companhias, 41% disseram que tais ações foram implementadas parcialmente, seguindo um planejamento de médio e longo prazos, e 24% ainda não possuem uma definição para a conclusão do processo.

Porém o levantamento indica que apenas 16% dos entrevistados afirmaram que a agenda ESG já foi integrada de forma completa, inclusive com a remuneração do conselho de administração atrelada a métricas relacionadas ao tópico. Somente 1% dos entrevistados indicaram não ter planos neste sentido.

Ao serem questionado sobre os desafios para que os conselhos de administração das empresas sejam disruptivos, 36% dos executivos indicaram que o maior gargalo é garantir uma equipe com maior diversidade, outros 29% apontaram ruídos no alinhamento das expectativas dos acionistas, equilibrando lucratividade com geração de impacto positivo.

“Neste cenário de transformação na estratégia das empresas, a pesquisa identificou que 85% dos entrevistados consideram fundamental a criação de um comitê de tecnologia e inovação para assessorar os Conselhos na incorporação da agenda ESG. A utilização de consultorias terceirizadas é defendida por 7%, enquanto a contratação de um conselheiro especialista no tema é a preferida de 6% dos líderes. Apenas 2% sugerem utilizar informações das áreas mencionadas para guiar as ações”, informa a consultoria.

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