Pesquisa Deloitte revela que consumidores brasileiros estão mais preocupados com a inflação e em economizar mais dinheiro

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Um estudo global realizado pela Deloitte revela que 80% dos consumidores entrevistados no Brasil estão preocupados com o aumento dos preços, enquanto a média mundial foi de 68% para este aspecto. O percentual de pessoas preocupadas no país com a conta do cartão de crédito (76%) e com o nível de poupança (74%) é maior do que a média global – 43% e 51%, respectivamente. Apesar dos brasileiros estarem se mostrando mais receosos em relação à inflação, 75% dos que responderam ao estudo estão otimistas de que sua situação financeira deve melhorar em três anos, percentual superior aos 49% da amostra global. 

Preocupações que evidenciam como a pandemia de Covid-19 acabou impactando a vida das pessoas, transformando as prioridades, o comportamento, as preferências e as decisões de compras dos consumidores em todo o mundo. Dentro dessa perspectiva, a Deloitte tem feito uma pesquisa mensal para analisar o consumo, e a última edição realizada em outubro, mostra que a maioria dos brasileiros identificou aumento nos preços de alimentação (80%), nos valores de restaurantes (72%) e de vestuário e calçados (64%).

“O levantamento é muito rico para compreendermos mais a fundo as mudanças na mentalidade do consumidor atual. A partir desses dados, conseguimos explorar as implicações potenciais para um mundo pós-pandêmico. O estudo aborda, a cada mês, tendências em segurança, bem-estar financeiro, apetite para o consumo e atitude em relação às mudanças climáticas, entre outros temas”, destaca Ricardo Balkins, sócio-líder de Consumer da Deloitte.

A pesquisa aponta que com o avanço da vacinação contra a Covid-19, 65% dos brasileiros se sentem, agora, mais seguros para retornar ao local de trabalho, enquanto 63% se sentem seguros para contratar serviços prestados individualmente. Entre os entrevistados que trabalham remotamente, 33% gostariam de manter esse modelo por cinco dias na semana se a empresa permitisse. Cerca de um terço (34%) ainda não considera seguro o retorno às aulas presenciais.

Além da preocupação com a escalada dos preços, os consumidores brasileiros mudaram suas prioridades na pandemia. Em relação aos 12 meses anteriores, a maioria (83%) está mais desconfiada em relação às pessoas que não conhecem, enquanto 75% estão priorizando mais o seu bem-estar geral. 74% dos entrevistados estão mais centrados em casa e 54% estão substituindo interações físicas por experiências digitais, apesar da reabertura gradual de serviços com o avanço da vacinação e da queda nos números de mortes e casos de Covid-19 no País. O estudo revela, ainda, que 64% estão economizando mais dinheiro, 67% estão mais focados em sua mudança pessoal e 54% estão mais em busca de um propósito.

A compra de um carro também está no radar dos brasileiros: 49% disseram ter interesse em comprar um carro nos próximos seis meses, enquanto no mundo essa média é de 26%. Entre aqueles que pretendem comprar um automóvel no Brasil, 73% estão em busca de um carro zero; 44% dos entrevistados preveem utilizar menos transporte público ou compartilhado. Sobre os hábitos de compras do consumidor brasileiro, a pesquisa revela 78% esperam adquirir a maior parte de seus mantimentos em lojas físicas. Medicamentos (61%), utensílios para casa (59%) e produtos de cuidados pessoais (57%) vêm na sequência. Por sua vez, 55% esperam comprar a maior parte de seus eletrônicos pela internet.

A pesquisa “Global State of the Consumer Tracker” foi elaborada pela Deloitte entre os dias 21 e 27 de outubro. Foram entrevistados 1000 consumidores, entre os quais 77% empregados em tempo parcial ou integral e 7% desempregados. Mais da metade (58%) da amostra tem uma renda familiar anual de até R$ 22.896,00.

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